United Nations, Nova York, NY 10017, é o endereço mais internacional da política mundial. Lá residem as Nações Unidas (ONU). Fundada em 1945, esta comunidade mundial tem hoje 192 membros e é a única organização internacional, cujas atuações são universalmente legitimadas. Ela tem participação decisiva no desenvolvimento de valores e normas comuns que determinam os procedimentos internacionais de Estados e de atores não estatais. Portanto, as Nações Unidas desempenham um papel central para a política exterior da Alemanha. Desde sua admissão como membro, em 1973, a República Federal da Alemanha vem se engajando pelos objetivos e valores centrais das Nações Unidas, ou seja, a paz, os direitos humanos, a liberdade, a justiça e o desenvolvimento.
Nos últimos decênios, a Alemanha ampliou continuamente seu apoio às Nações Unidas. A Alemanha, país de parceria estimado na ONU, participa tanto na manutenção da paz e na cooperação desenvolvimentista como na proteção ambiental, contribuindo financeiramente para os diversos fundos, programas especiais e agências de assistência da ONU. Hoje, a Alemanha é o terceiro maior contribuinte de ajuda ao desenvolvimento, participa com quadros de pessoal em diversos grêmios da ONU e em instituições, tem em Bonn uma grande representação da ONU e é mundialmente o tercceiro maior doador de ajuda ao desenvolvimento.
Agora, com sua candidatura a uma cadeira não permanente no Conselho de Segurança da ONU, a Alemanha dá sequência ao seu engajamento como um importante ator da Comunidade de Estados. Quinze Estados-membros pertencem ao Conselho de Segurança, o ponto central da ordem de paz. A China, a França, a Rússia, os EUA e a Grã-Bretanha são cinco membros permanentes. Os outros dez são membros não permanentes, sendo eleitos respectivamente por dois anos, segundo sua proporcionalidade regional. A Alemanha pertence ao grupo dos Estados europeus do oeste e ao dos Estados “ocidentais restantes” (WEOG) que possuem duas cadeiras. Outros candidatos a essas cadeiras que se tornarão vacantes são Portugal e o Canadá. A escolha dos membros não permanentes acontecerá em outubro de 2010, durante a 65ª Assembleia Geral.
Seria a quinta vez que a Alemanha assumiria responsabilidade no Conselho de Segurança, pois já pertenceu a esse grêmio, como membro não permanente, em 1977/1978, 1987/1988, 1995/1996 e 2003/2004. No Conselho de Segurança, a Alemanha se empenhou em que o trabalho se tornasse mias eficiente e transparente, mesmo em decisões difíceis, com, por exemplo, em 2003 e 2004. Naquela época, o conflito do Iraque estava no centro das discussões. Sob a presidência da Alemanha, o Conselho de Segurança aprovou a Resolução 1540, que deve evitar que atores não estatais adquiram armas de destruição de massa. Além disso, uma iniciativa alemã desenvolveu uma discussão sobre como uma economia privada, que atue responsavelmente, possa assumir um papel para evitar conflitos e consolidar a paz.
Sua participação em inúmeras missões de paz é outro exemplo de como a Alemanha se engaja na ONU. A República Federal da Alemanha já apoiou inúmeras vezes, durante mais de vinte anos, as missões dos capacetes azuis, participando atualmente com mais de 7000 soldados de ambos os sexos em seis das dezesseis missões da ONU em três continentes. Mas a diplomacia alemã em prol da paz e da segurança vai ainda mais além das missões militares. Ela promove a construção de estruturas de Estado de direito, presta assistência na superação de conflitos, incentiva a sociedade civil e engaja-se pelo desarmamento nuclear e pelo controle de armas. A Alemanha também se engaja pela defesa e promoção dos direitos humanos como condição para a estabilidade e o desenvolvimento. Assim, durante a presidência alemã do Conselho de Segurança em 2007, pode-se levar adiante a construção do novo Conselho da ONU dos Direitos Humanos. Estreitamente ligados às questões de segurança estão os temas sobre o desenvolvimento sustentável, as ajudas humanitárias e a proteção do clima. Também neste setor, a Alemanha é um parceiro de confiança da Comunidade Mundial. A Alemanha apoia os objetivos do milênio da ONU e, para diminuir pela metade a pobreza até 2015, ela duplicou nos últimos dez anos seu orçamento para a cooperação ao desenvolvimento a quase 12 bilhões de dólares (Atualização 2009). Apoiando-se na ideia central da “Ajuda à autoajuda”, a Alemanha tem como pontos centrais projetos de formação, programas de pequenos créditos ou a proteção ambiental. Como membro-fundador do programa ambiental UNEP, a Alemanha é também um dos pioneiros de uma ambicionada política do clima multilateral.
No seu trabalho na ONU, a Alemanha pretende fortalecer ainda mais o perfil e a influência desta organização nos setores de desafio, como a mudança do clima. Com vista à candidatura como membro não permanente do Conselho de Segurança, um dos mais importantes assuntos da política exterior alemã é a reforma desse grêmio, cujo objetivo é um conselho de segurança que reflita o mundo de hoje e no qual importantes países do Sul assumam responsabilidade, como membros permanentes, no sentido de uma Comunidade Mundial forte que se engaje pela cooperação internacional. ///














