Domingo, 27/05/2012 09:04
 
 

Atualidade

Viagem pela música e a cultura da África

Confira a alegria de viver dos africanos: astros da música de Cabo Verde e do Senegal estarão este ano em destaque nos...mais

© Thomas Dorn

Atualidade

Economia

Presidente do banco do Vaticano é afastado do cargo  

Cultura e Estilo

Exposição mostra a moda europeia do Iluminismo à Primeira Guerra Mundial  

Cultura e Estilo

Dresden comemora 500 anos da pintura "Madona Sistina"  

Perfil

Vizinhança ecológica

Adriana López, da Colômbia, desenvolve em Bonn, na Universidade das Nações Unidas, modelos para melhorar ecologicamente...mais

Eventos

Vida em quadrinhos

Uma viagem de descobrimento ao mundo dos super-heróis. O museu Europäische Kulturen...mais

Link

Alemanja

PORTAL ALEMÃO PARA A LUSOFONIAmais

Bookmarks
| |

Riqueza digna de amparo

Na Alemanha, há cerca de 70 mil espécies de animais, plantas e microorganismos. Tal diversidade biológica exige cuidados. Inúmeros projetos engajam-se pela ameaçada diversidade de espécies.

Johannes Göbel

A Alemanha ganha novos habitantes. Lobos, linces, alces – todos eles retornaram. Ainda há poucos anos, buscava-se em vão os grandes mamíferos. Agora eles se reproduzem novamente na Alemanha. Pouco a pouco e sem garantia de êxito. O melhor exemplo é o alce. Segundo a avaliação, dez exemplares estabeleceram-se permanentemente no Leste de Brandemburgo. A pequena população de alces já deu cria, mas os especialistas não excluem a possibilidade de que os animais possam voltar a migrar para a Polônia. A forte urbanização da Alemanha, com suas numerosas rodovias e autoestradas dificultam a adaptação dos animais.

Assim, o alce demonstra de forma exemplar que o êxito e os riscos estão muito próximos na biodiversidade. A meta especialmente ambiciosa da Alemanha, de deter completamente em nível nacional, até 2010, a perda de espaços vitais e espécies, não pôde ser cumprida inteiramente. Mas medidas objetivas conseguiram, de qualquer maneira, lograr êxitos consideráveis, por exemplo, na estabilização das populações de castores, lontras e águias-rabalvas. E diversos projetos e iniciativas contribuíram, segundo o Dr. Reinhard Piechocki, especialista em biodiversidade do Departamento Federal de Proteção da Natureza, “para que o tema fosse mais fortemente percebido pela opinião pública”.

A Estratégia Nacional da Diversidade Biológica é um amplo instrumento para a implementação na Alemanha do acordo das Nações Unidas sobre a biodiversidade. Ela contém cerca de 330 metas e 430 medidas sobre todos os temas relevantes para a biodiversidade. O leque de projetos vai da nova acomodação do esturjão europeu nos rios, no Mar do Norte e no Mar Báltico até a implantação de um padrão internacional para o aproveitamento sustentável de plantas silvestres.

Para preservar a diversidade de espécies na Alemanha, os cientistas estabelecem cooperações. Assim, a rede-fórum de pesquisa da biodiversidade em www.biodiversity.de reúne os conhecimentos de diversas disciplinas – da pesquisa agrária à pesquisa marítima. A plataforma noticia também sobre projetos concretos: o biólogo Stefan Kreft, por exemplo, está estudando com que mescla de árvores as florestas de Brandemburgo resistem melhor às consequências da mudança climática. E hidrobiólogos acompanham o maior programa de renaturalização do mundo, com a recuperação dos espaços vitais do Emscher. Até 2020 deverá estar concluído o projeto, que envolve um volume de investimentos de cerca de 4,4 bilhões de euros. A qualidade das águas do rio na Renânia do Norte-Vestfália, que durante décadas foram poluídas por esgotos industriais, já melhorou consideravelmente. Inúmeras espécies retornaram, por exemplo, a rara cobra-d’água-de-colar.

Tais êxitos não seriam possíveis, no entanto, sem um amplo engajamento da sociedade. O quanto é abrangente a atuação pela biodiversidade na Alemanha, demonstra também o trabalho das organizações de proteção ambiental, a Federação de Proteção da Natureza da Alemanha (NABU) e a Federação de Meio Ambiente e Proteção da Natureza da Alemanha (BUND), cada uma delas com cerca de meio milhão de associados. A BUND, por exemplo, defende uma agricultura que saiba aproveitar economicamente a diversidade biológica – da redescoberta de velhos tipos de cereal até a criação de raras raças de porco, de maneira apropriada à espécie. Além disto, os associados da BUND ligaram projetos de âmbito nacional, formando a “rede de salvação do gato-bravo” – um dos maiores projetos de proteção de espécie da Europa.

A NABU cuida de um outro carnívoro, através da sua ação “Bem-vindo, lobo”. Seus iniciadores se alegram que mais de 60 lobos se estabeleceram entretanto na Alemanha. Um número considerável, quando se considera que o animal arisco só retornou no final da década de 1990. E sua permanência parece estar garantida por enquanto. Em todas as seis alcateias da “região lupina Lausitz”, na Saxônia e em Brandemburgo, foram constatadas novas crias este ano.////

16.09.2010
Bookmarks
| |