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Explorar com responsabilidade

Muitas firmas alemãs se engajam socialmente, ecologicamente e na boa governança. Três exemplos práticos de projetos da CSR.

Jörn Breiholz (texto)

Cacau fino por condições justas

Ritter Sport, o fabricante de chocolate, vem apoiando há 20 anos as cooperativas na Nicarágua.

A empresa familiar vem dando apoio aos lavradores de cacau da Nicarágua através do projeto Cacaonica, assegurando seu sustento de vida e conservando as matas existentes. Cacaonica ajuda 2700 famílias, transmitindo-lhes, sobretudo, know-how organizatório, empresarial e agrícola. A Ritter Sport coopera, neste particular, com a Sociedade Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). Ela estabelece contatos locais, transmitindo também conhecimentos sobre a agricultura ecológica. A empresa familiar investiu quase três milhões de euros nos últimos dois anos, por exemplo, numa estação de compra e secagem em Matagalpa. Para os lavradores, esta cooperação é vantajosa, pois a ­Ritter Sport lhes garante um preço mais alto do que os preços normais no mercado mundial. E a empresa também leva vantagem, pois pode assegurar um cacau de alta qualidade para a produção de chocolate.

Comprimidos contra Chagas

A Bayer vem apoiando a WHO desde muitos anos no combate ao Mal de Chagas e, ultimamente, com um projeto próprio de funcionários.

Todo ano, o Mal de Chagas mata 10 000 pessoas, sobretudo na América Central e do Sul. A doença é transmitida por um inseto que suga o sangue. Dez milhões de pessoas já estão infetadas e outras 25 milhões correndo o risco de serem infetadas. Chagas é uma doença parasitária na América Latina. A empresa química e farmacêutica Bayer, da Alemanha, vem apoiando a WHO desde 2002, doando o medicamento Lampit. Recentemente, a Bayer duplicou sua oferta de Lampit, doando agora um milhão de comprimidos por ano. Além disso, ela acaba de criar o projeto de funcionários “Bayer fights Chagas”, um programa de voluntários, no qual futuros funcionários se engajam. Eles desenvolvem soluções para que a Bayer possa lutar sustentavelmente contra o Mal de Chagas.

Amplo engajamento

A Faber-Castell aposta em padrões ecológicos e sociais no Brasil.

Tendo 2800 empregados, o Brasil é a maior praça da produtora alemã de material de ­escritório. Para a produção de lápis, a Faber-Castell já começou, há quase 30 anos, a cultivar árvores para madeira no Estado de Minas Gerais, reservando 30% dos 10 000 hectares – 10% mais do que a lei prescreve – para a floresta natural. “Para nós, isto compensa“, diz Jairo Cantarelli, responsável pela produção de madeira no Brasil, “pois quando a madeira cresce próxima à natureza, ela cresce melhor e é mais valiosa”. A Faber-­Castell pode também prescindir de uma grande parte de formicida química, pois os tamanduás assumem sua tarefa. Os traba­lhadores gozam de refeições subvencionadas na própria cantina, de salários mais altos, subvenções para o atendimento médico e ofertas educaciownais.

15.08.2011
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