www.spiegel.de: entre os sites de conteúdo jornalístico, o portal de internet do magazine noticioso mais popular da Alemanha, “Der Spiegel”, é disparado o preferido da maioria. Somente em setembro de 2009, o site atingiu quase 660 milhões de page impressions – mais de 100 milhões a mais do que há um ano. O número deixa clara a rapidez com que o uso da internet se desenvolve na Alemanha. Em 2004, os alemães passavam, em média, apenas 13 minutos diários no World Wide Web. Atualmente, já são 120 minutos. Ao lado da excelente conexão dos domicílios com a rápida rede de banda larga – mais de 14 milhões até agora –, é principalmente a crescente oferta da internet que a transforma numa importante fonte de informações para todos os níveis de formação escolar. 40,3% dos alemães classificam a internet como uma fonte indispensável de informação. 55% de todos os adultos, que querem informar-se com mais exatidão sobre um tema, acessam a World Wide Web – em 1999 ainda eram apenas nove por cento. No grupo de 20 até 29 anos, esta cota atinge até mesmo 81%. A maioria das editoras adere a esta transformação da mídia e apresenta-se ativamente na rede. Assim, a maior parte dos portais alemães de notícias, como Spiegel Online, está ligada a nomes tradicionais da mídia, como FAZ.NET, a oferta online do “Frankfurter Allgemeine Zeitung”, sueddeutsche.de, o portal de internet do “Süddeutsche Zeitung”, ou Zeit.de, o serviço online do semanário “Die Zeit”. Com a oferta de internet Der Westen, o grupo de mídia WAZ lançou, no final de outubro de 2007, o mais abrangente portal de jornais regionais até então concebido. Como portal de notícias e de comunicação, Der Westen reúne a oferta de internet de cinco jornais diários do grupo WAZ, trazendo notícias de 140 cidades. A isto se somam notícias atualizadas da Alemanha e do mundo. Os artigos são complementados através de material de vídeo e de áudio. As ofertas noticiosas e redacionais são cada vez mais populares. Ao mesmo tempo, nesta época de crise econômica e de verbas publicitárias cada vez mais reduzidas, surgiu novamente o debate sobre conteúdos pagos na internet. Muitas editoras veem o futuro do jornalismo nos modelos de paid content. Mas também na Alemanha, praticamente não se consegue faturar quase nada com jornalismo na internet. São poucos os usuários da internet, até agora, dispostos a pagar por conteúdos jornalísticos. Numa pesquisa do instituto Forsa, apenas 16% dos indagados declarou basicamente a predisposição de pagar por tais ofertas. Além disto, entre os que estariam dispostos a pagar por notícias e textos online, uma maioria (93%) só aceitaria pagar até dez centavos por artigo. Para subsistir nesta “cultura gratuita”, muitas editoras querem apostar futuramente num jornalismo exclusivo e de alta qualidade. Do lado oposto, há uma tendência de sensacionalismo nas ofertas jornalísticas, que gera manchetes sensacionalistas, histórias exageradas e galerias de imagens com centenas de fotos. Uma crítica feita também em relação a Spiegel Online.
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