Domingo, 27/05/2012 01:39
 
 

Atualidade

Viagem pela música e a cultura da África

Confira a alegria de viver dos africanos: astros da música de Cabo Verde e do Senegal estarão este ano em destaque nos...mais

© Thomas Dorn

Atualidade

Economia

Presidente do banco do Vaticano é afastado do cargo  

Cultura e Estilo

Exposição mostra a moda europeia do Iluminismo à Primeira Guerra Mundial  

Cultura e Estilo

Dresden comemora 500 anos da pintura "Madona Sistina"  

Perfil

Vizinhança ecológica

Adriana López, da Colômbia, desenvolve em Bonn, na Universidade das Nações Unidas, modelos para melhorar ecologicamente...mais

Eventos

Vida em quadrinhos

Uma viagem de descobrimento ao mundo dos super-heróis. O museu Europäische Kulturen...mais

Link

Alemanja

PORTAL ALEMÃO PARA A LUSOFONIAmais

Bookmarks
| |

O ônibus Bertolt Brecht leva livros até as regiões mais remotas do país

A biblioteca móvel da Nicarágua

O ônibus Bertolt Brecht é a biblioteca móvel da Nicarágua. Ele transporta livros para cerca de 9500 crianças e adultos de Manágua e redondezas

Oliver Sefrin

Mais alguns minutos na fila e será a vez dela. A jovem Escarlet, habitante do povoado Los Pocitos, a 50 quilômetros ao sul de Manágua, na Nicarágua, espera no pátio da sua escola, junto com outras crianças e jovens, a hora de ser atendida. Ela leva na mão uma edição espanhola do livro “A História sem Fim”, do famoso autor alemão de literatura infantil ­Michael Ende. Ela pegou o livro emprestado num lugar inusitado – numa biblio­teca móvel, o ônibus Bertolt Brecht, que atende cerca de 9500 crianças e adultos em escolas e prisões de Manágua e ­comunidades próximas. O colorido veículo leva a bordo entre 150 e 200 livros – obras de ficção e não-ficção, literatura ­infantil e para adultos. Onde quer que ele chegue, é recebido com grande ­entusiasmo.

A idéia de uma biblioteca móvel partiu de uma alemã: Elisabeth Zilz, de 86 anos, proveniente de Frankfurt do Meno. Em 1985, ela fundou a associação “Uma biblioteca movel na Nicarágua”. Seu objetivo era elevar a baixa taxa de alfabetização no país e facilitar o acesso da população aos livros, um bem raro e caro na ­Nicarágua, sobretudo nas zonas rurais. A iniciativa fez com que Elisabeth Zilz recebesse, em 2008, a maior condecoração nicaraguense. Sua perseverança valeu a pena. A biblioteca móvel já existe há 22 anos. O grande sortimento de livros provém da biblioteca alemã-nicaraguense, fundada em Manágua, também com ajuda de Elisabeth Zilz. A maior do país, com um acervo de 12 mil livros – literatura nicaraguense e internacional e uma coleção em espanhol de obras de autores alemães, como Goethe e Günter Grass. A sala de leitura da biblioteca, inaugurada em 2001, é muito frequentada, sobretudo por crianças e adolescentes. O número de leitores chega a mais de cem por dia. Os jovens lêem, fazem seus deveres de casa ou participam de cursos de alemão e inglês. O futuro da biblioteca e da biblioteca móvel está garantido, graças a um segundo parceiro alemão do projeto, a associação “Pan y Arte”. Uma boa notícia para Escarlet e outros jovens ratos de biblioteca do ­povoado Los Pocitos.

09.01.2009
Bookmarks
| |