Segunda, 13/02/2012 02:33
 
 

Atualidade

Pedra fundamental da união monetária na UE

Com um breve ato festivo na cidade holandesa Maastricht, começou há 20 anos um novo capítulo na história da cooperação...mais

© dpa

Atualidade

Economia

Grupo do euro faz mais exigências ao governo grego  

Cultura e Estilo

Whitney Houston encontrada morta em Los Angeles  

Cultura e Estilo

Convenção da Unesco sobre Patrimônio da Humanidade completa 40 anos  

Perfil

Espaço livre de Berlim para as artes

O programa berlinense do DAAD para artistas convida todo ano à capital alemã cerca de 20 artistas do mundo todo. Entre...mais

Eventos

Edvard Munch

A visão modernamais

Link

Alemanja

PORTAL ALEMÃO PARA A LUSOFONIAmais

Bookmarks
| |

O Centro de Inovação da Energia

“Temos de aumentar a eficiência”

Uma entrevista com o professor Frank Behrendt, diretor do Centro de Inovação da Energia, sobre o abastecimento energético futuro e os desafios técnicos

Martin Orth

Prof. Behrendt, o senhor dirige o Centro de Inovação da Energia (IZE), que reúne as áreas de competência da TU de Berlim sobre o tema Energia. Quais são as prioridades da pesquisa?
Atualmente, trabalhamos em cinqüenta áreas especializadas, em cinco clusters de pesquisa: turbinas de gás eficientes, técnica fotovoltaica, redes e acumulação, aproveitamento de calor de baixa temperatura, bem como prédios e cidades com eficiência energética.

 

Uma questão central do futuro é a acumulação de energia...
E ela está ligada com a questão das redes de transmissão. Pois as redes existentes foram construídas para poucos pontos de alimentação, ou seja, para grandes usinas, e funcionam até agora de forma a que se produza menos eletricidade e aquecimento, quando a demanda é menor. Porém, em decorrência da introdução das energias renováveis em larga escala, temos hoje muitos pontos descentralizados de alimentação e, por exemplo, no caso das instalações de energia eólica não se pode prever exatamente a quantidade de eletricidade lançada na rede. Este é um desafio técnico. O que fazer, quando a eletricidade não é necessitada no lugar onde é gerada e não possa ser transmitida em tal quantidade? Antes, o combustível era o acumulador. Hoje, temos de preocupar-nos com a acumulação.

 

Há uma solução à vista?
Definitivamente, não há para todos os setores uma solução à vista. Em pequena escala, o caminho que será tomado é o desenvolvimento das baterias de lítio-íons, tão logo se tenha superado alguns problemas técnicos – o que é previsível. Para grandes soluções, o hidrogênio é uma opção. Por eletrólise, pode-se transformar eletricidade em hidrogênio e, posteriormente, no sentido contrário, gerar novamente eletricidade com células-combustíveis, alimentando a rede nos momentos de maior demanda. No entanto, o grau de eficiência de tal processo ainda é de apenas 35 a 40%. Perde-se muita energia. Assim, temos de desenvolver melhor a eletrólise e aperfeiçoar as células-combustíveis.

 

De que se trata no seu cluster de pesquisas sobre “prédios e cidades com eficiência energética”?
Para os prédios, uma grande parte das tecnologias já está disponível. Mas os sistemas de fomento ainda não funcionam. Uma questão interessante é a que envolve o tema das “cidades de eficiência energética”. Uma razão pela qual temos hoje tanta mobilidade é o fato de que não se desejava antigamente morar nas proximidades do local de trabalho, por exemplo, fábricas enfumaçadas. Numa sociedade de prestação de serviços, como temos hoje, deveríamos pensar na maneira de aproximar novamente as áreas de moradia e de trabalho. A partir disso, pode-se reduzir as viagens até agora necessárias e, assim, também as emissões de CO2.

 

Após os prédios e as usinas, os automóveis são a terceira maior fonte de emissão de CO2. O que se está fazendo nesta área?
Aí existe uma necessidade urgente de melhoria. Se você considera hoje o combustível consumido e a quilometragem alcançada com ele, você constata um grau de eficiência de cerca de 20%, em condições reais. Isto é mais do que insatisfatório. Por isto, é preciso elaborar concepções em que o consumo energético dos automóveis possa ser reduzido de maneira significativa. No cluster do calor de baixa temperatura, pesquisamos o aproveitamento da energia contida no escapamento. Isto parece estranho. Porém, mais de um terço da energia, que você compra com o combustível, você expele no escapamento, sob a forma de calor. Alguma coisa está errada. Precisamos encontrar assim uma forma de reaproveitar este calor, por exemplo, através de transformação termo-elétrica, seja para uma propulsão adicional, seja para o fornecimento de eletricidade ao veículo. Quando sai do motor, o gás de escapamento tem uma temperatura de 900º centígrados. Isto pode ser aproveitado de alguma forma.

 

No ano de 2020, 20% da energia primária deverão ser provenientes das energias renováveis. É possível cumprir esta meta?
O governo federal aumentou ainda mais a meta. Neste ponto, os cientistas têm de advertir contra expectativas excessivamente irrealistas. Quando eu vejo, por exemplo, que a produção de um litro de etanol de milho em Iowa, o centro do setor nos EUA, exige aproximadamente 4500 litros de água, da lavoura até o produto final, então temos de cuidar para que a cura não mate o paciente. Mas nós enfrentamos o desafio.

 

Mas 20% de energias renováveis, isto significa também que os 80% restantes ainda serão originários de outras fontes...
Obrigado pela menção, pois este fato é freqüentemente esquecido nas discussões. Temos de esforçar-nos para lograr os 20% de energia renovável no total da energia primária. Mas temos de nos esforçar, da mesma maneira, para aperfeiçoar o aproveitamento das energias fósseis, isto é, continuar aumentando o grau de eficiência das usinas. Pois, considerando o volume empregado nelas, cada meio por cento mais de eficiência corresponde ao montante de muitos milhões, que pode ser economizado todos os anos, sob a forma de combustíveis não consumidos. E isto significa uma grande redução das emissões de dióxido de carbono, no caso dos combustíveis fósseis. O melhor caminho para diminuir as emissões de CO2 é o aumento da eficiência.

25.03.2008
Bookmarks
| |

Videos

Get the Flash Player to see this player.

Mudança do modelo energético na Alemanha

YouTube Deutschland Channel

Deutschland Channel YouTube

PDF Especial

mais