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Prevenção de crises e ­engajamento global

Seja nas Nações Unidas ou na OSCE, a Alemanha engaja-se mundialmente em muitas missões, para evitar crises

Rainer Stumpf

De dois em dois, os soldados alemães entram na rua principal. Poucos minutos atrás, os homens em uniformes de camuflagem verde-marrons tinham saído do seu posto de comando. Sua missão nessa manhã: patrulhar as ruas de Prizren. A situação nessa cidade ao sul do Kosovo é relativamente calma, mas os soldados das Forças Armadas Alemãs ainda continuam armados, para estar preparados para qualquer situação. Eles são acompanhados por um homem em civil, o chamado “mediador de língua”, o intérprete entre os soldados e a população. Esta também é a missão dos soldados: ir ao encontro das pessoas, sentir a atmosfera da cidade e descobrir problemas. Aqui um sorriso, lá um aceno ou uma curta conversa. Mas os homens também saem freqüentemente da rua principal para dar uma espiada nas ruas secundárias e nos quintais. Atravessando a Shadervan, a praça central de Prizren, a patrulha entra no parque municipal e, depois de algumas horas, está de volta ao acampamento. No mais tardar em 48 horas, os soldados das Forças Armadas patrulharão novamente, mostrando sua presença. Assim como nos Bálcãs, na missão Kfor a mandato da ONU, a Alemanha dá apoio às missões de paz e à política de prevenção de crises das Nações Unidas em todas as partes do mundo, com tropas de paz, policiais, pessoal civil qualificado, equipamentos e enormes meios financeiros.

Missão mundial

Até agora, as Forças Armadas participam – quase sempre sob mandato das Nações Unidas – em 130 missões, de ajuda a catástrofes até a manutenção da paz. Cerca de 6800 soldados estão participando atualmente em doze missões. Como vigilantes militares, eles observam o cumprimento do tratado de paz no sul do Sudão ou ajudam a construção de condições multi-étnicas pacíficas, democráticas e de Estado de direito no Kosovo. Lá, as Forças Armadas assumiram, pela primeira vez, a responsabilidade sobre um setor próprio numa missão pela manutenção da paz. Elas estão presentes lá desde 1999, contando no momento com mais de 2200 soldados. Este engajamento militar acompanha o apoio civil. Ainda neste ano, a Alemanha porá à disposição juízes, promotores e policiais: até agora, a maior missão civil da União Européia no âmbito da política européia de segurança e defesa. Seu objetivo: a construção de um Estado de direito.

Segurança através da cooperação ­internacional

Um elemento central da política alemã de paz e segurança é o trabalho militar em organizações internacionais. Sendo o terceiro maior contribuinte do orçamento do programa Peacekeeping, da ONU, o governo federal alemão possibilita o financiamento de muitas missões dos capacetes azuis. Além disso, com 24 escritórios das Nações Unidas em Berlim, Bonn, Frankfurt do Meno e Hamburgo, a Alemanha estabeleceu-se como um importante centro das Nações Unidas. Instituições como o Instituto de Pedagogia da Unesco ou o Tribunal Internacional do Direito do Mar têm aqui suas centrais. A Alemanha é uma cooperadora ativa não apenas junto à ONU, mas também na Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). A OSCE é a única organização de política de segurança, na qual estão representados todos os países europeus, os novos Estados independentes da União Soviética, o Canadá e os EUA. Ao lado do apoio financeiro – cerca de 10% do orçamento da OSCE é financiado pela Alemanha –, os funcionários da Alemanha prestam uma importante contribuição para o trabalho dessa organização.

15.07.2008
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