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Idéias como motor do crescimento

Economia criativa

Em Berlim, as chamadas creative industries já dão grande contribuição ao desempenho econômico. O maior crescimento foi registrado no desenvolvimento de softwares

“Se antigamente Nova York era o cadinho da criatividade internacional, ele agora é Berlim-Brandemburgo”, diz Stefan Arndt, produtor de filmes e diretor-executivo da X-Filme. Os criativos apreciam Berlim. E Berlim sabe apreciar os criativos. “De Nova York a Moscou, Pequim e Tóquio, passando por Londres, Paris e Varsóvia, em todo o mundo considera-se Berlim uma metrópole atraente, emocionante, dinâmica e promissora”, afirma Klaus Wowereit, o prefeito-governador da capital alemã. “Isto se deve às suas mais importantes matérias-primas: conhecimento e criatividade”. A admiração recíproca tem uma razão simples. Além de brilho e glamour, de idéias e eventos, a economia cultural e criativa também traz dinheiro para a capital. As chamadas creative industries, as quais incluem, ao lado de cinema, música e literatura, também o desenvolvimento de softwares e telecomunicações, transformaram-se em sólido fator econômico.

Cerca de 22 600 empresas da economia criativa, em sua maioria pequenas e médias, obtiveram em 2005 faturamento de aproximadamente 18,6 bilhões de euros, segundo um estudo. A soma equivale a mais de 20% do produto interno bruto da economia berlinense. O número de empresas com faturamento tributado cresceu 19% neste ramo, entre os anos 2000 e 2005, particularmente no segmento de desenvolvimento de softwares. Este segmento tornou-se hoje um dos mercados com maior faturamento da economia criativa. Seja entretenimento móvel, games ou Web 2.0, Berlim desempenha papel de liderança no desenvolvimento de tecnologia e conteúdos.

Berlim também se destaca como pólo de comunicação. Após a mudança da sede do governo federal, numerosas empresas (re)instalaram-se na capital, como a Axel Springer AG, um dos maiores grupos europeus de comunicação. Hoje, 26 agências de notícias possuem redações em Berlim, 18 emissoras nacionais e internacionais mantêm escritórios na capital, 11 jornais diários são editados na cidade e mais de 10% dos jornalistas e repórteres fotográficos vivem às margens do rio Spree. Berlim conquistou o status de cenário de filmagem preferido na Alemanha. Até mesmo Hollywood descobriu a capital. Há pouco filmou-se nela “Valkyrie”, com Tom Cruise. Além disso, 40 emissoras de rádios fazem de Berlim um dos mais diversificados mercados radiofônicos na Europa.

Desde 2006, a cidade também pode ser chamada oficialmente de “Creative City”. A Unesco agraciou Berlim como “Cidade do Design” e adicionou-a à rede global das cidades criativas. Foi a primeira cidade da Europa a entrar na rede. Com mais de 6300 empresas, Berlim forma um dos mais fortes clusters de design na Europa.

26.11.2007
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