A Alemanha vive de idéias. Invenções e criatividade são um importante fator econômico para a Alemanha. No país dos construtores de máquina, fabricantes de carros, engenheiros e mecânicos, ronca o motor da economia criativa. A arte, o cinema, a música, a moda, a mídia e o estilo de vida: trabalho criativo na Alemanha tem muitas facetas e um extraordinário potencial econômico, muitas vezes subestimado. Economia criativa, um setor de crescimento: com índices impressionantes de crescimento, o ramo cria padrões e está, com seus valores, claramente acima dos setores industriais tradicionais. Ele é responsável pela geração de uma parte considerável do PIB alemão. A economia criativa é uma garantia de faturamento: com seu bilionário volume anual de negócios, o ramo é exemplo de dinamismo econômico. Com um valor adicionado bruto de 35 bilhões de euros, está entre a indústria química e a indústria energética. A economia criativa gera ocupação: com mais de 800000 empregos na Alemanha, ela já pode medir-se, há tempos, com outros ramos. Onde atuam as cabeças criativas da Alemanha? Um giro com cinco estações ao longo das regiões e cidades criativas da Alemanha:
1) Berlim e Potsdam
O coração criativo da república bate em Berlim. Artistas, músicos, estilistas, produtores de filme, promotores de mídia e outros mais. Como um ímã, a capital atrai os criativos da Alemanha e de todo o mundo. Há escritórios de gravadoras jovens de Kreuzberg e Prenzlauer Berg até Friedrichshain. Durante a feira Popkomm, a cena da música encontra-se em Berlim. Diversas galerias e teatros distribuem-se pelo centro da cidade. Berlim está em moda, com cerca de 200 ateliês de jovens estilistas da nova moda e feiras de moda, como a “Fashion Week Berlin” e a “Premium”. O cinema da região Berlim-Brandemburgo é inseparável de dois nomes: o Festival Internacional do Cinema de Berlim (Berlinale) e o estúdio de Potsdam-Babelsberg, o maior estúdio cinematográfico da Alemanha.
2) Leipzig/Dresden
Na pintura e na fotografia, as duas cidades do leste da Alemanha apontam novas tendências com formato internacional. Uma indústria criativa própria comercializa obras de artistas jovens de Leipzig e Dresden: pintores da Nova Escola de Leipzig, conhecidos no mundo todo sob o rótulo “Young German Artists”, artistas de propaganda e artistas de estética de vídeos e tevê do “Dresden Pop”.
3) Hamburgo
A segunda maior cidade alemã, desenvolve seu potencial criativo, sobretudo no ramo da mídia: aqui ficam as sedes das conceituadas revistas “Der Spiegel” e “Stern” e do semanário “Die Zeit”. Também estão presentes na cidade hanseática os ramos publicitário e de design, bem como centrais alemãs de grandes firmas da indústria musical.
4) Região do Reno e do Ruhr
Esta é uma das mais importantes regiões culturais da Unesco no mundo. Carvão e criatividade: na Região do Ruhr, a economia criativa é um ramo do futuro que impulsiona a transformação estrutural. Essen e a Região do Ruhr serão em 2010 a “Capital Cultural da Europa”. Düsseldorf e Colônia, as metrópoles do Reno, são centros da arte (a feira Art Cologne), da mídia (firmas de produção de tevê) e publicidade (grandes agências).
5) Munique
A metrópole do sul alemão e capital da Baviera é a capital alemã das editoras. Mais de 150 delas radicaram-se em Munique e nas cercanias, obtendo anualmente um faturamento de 1,5 bilhão de euros. Munique também ocupa um lugar de ponta em primeiras edições e reedições de livros.












