Domingo, 27/05/2012 07:36
 
 

Atualidade

Viagem pela música e a cultura da África

Confira a alegria de viver dos africanos: astros da música de Cabo Verde e do Senegal estarão este ano em destaque nos...mais

© Thomas Dorn

Atualidade

Economia

Presidente do banco do Vaticano é afastado do cargo  

Cultura e Estilo

Exposição mostra a moda europeia do Iluminismo à Primeira Guerra Mundial  

Cultura e Estilo

Dresden comemora 500 anos da pintura "Madona Sistina"  

Perfil

Vizinhança ecológica

Adriana López, da Colômbia, desenvolve em Bonn, na Universidade das Nações Unidas, modelos para melhorar ecologicamente...mais

Eventos

Vida em quadrinhos

Uma viagem de descobrimento ao mundo dos super-heróis. O museu Europäische Kulturen...mais

Link

Alemanja

PORTAL ALEMÃO PARA A LUSOFONIAmais

Bookmarks
| |

O INVENTOR

“As ideias concorrem de forma produtiva”

Uma entrevista com o Dr. Franz Lärmer, Inventor Europeu do Ano de 2007 e pesquisador-chefe da empresa tecnológica alemã Bosch, sobre o caminho de uma ideia convincente até o êxito no mercado.

1 //Dr. Lärmer, como a Bosch incentiva as inovações?

Um ponto importante é a continuidade. Os investimentos em pesquisa e pré-desenvolvimento mantêm-se constantemente num nível elevado. Um ponto forte da Bosch é que a empresa tem uma orientação de longo prazo e mostra grande fôlego nos desenvolvimentos voltados para o futuro. Faz parte da cultura da empresa, permitir que as ideias amadureçam e garantir um crédito de confiança aos pesquisadores.

2 //Que características são necessárias ao seu trabalho?

Como pesquisador de vanguarda, eu trabalho nos novos campos de aplicação da técnica de microssistemas. Isto exige uma ampla visão geral e a disposição de pesquisar em áreas técnicas similares e distantes. Quando eu me decido por algo, sigo isto com grande perseverança. Pois, também na Bosch, inovação não é nada fácil. As ideias concorrem de forma produtiva. É preciso enfrentar sempre esta concorrência e defender o próprio método de solução.

3 //Como funciona o processo de gerenciamento de ideias?

Como em muitas outras firmas, também há na Bosch um processo de inovação das ideias. Isto, porém, não substitui a intuição correta. Ou seja, a capacidade de reconhecer uma ideia realmente boa, que se deve aprofundar. Não há nenhum processo, em cujo início esteja uma ideia e no final um produto pronto. A caminho disto, é preciso sempre um protagonista, que lute por sua ideia e que também supere as resistências, a fim de que possa surgir daí, após cinco a sete anos, um produto bem-sucedido.

4 //No processo para a fabricação dos microssensores, o senhor estava certo com sua intuição.

Quando iniciamos o desenvolvimento, em 1990, o desafio parecia tecnicamente quase sem solução. Mas ficou claro que, caso funcionasse, então seria uma revolução na técnica de microssistemas. A perseverança foi recompensada, apesar das resistências iniciais e de muitos revezes nos primeiros dois anos. Quando então chegamos ao êxito na pesquisa, foi importante que, num setor de negócios, os colegas tenham aplicado os desenvolvimentos da tecnologia e dos sensores, a fim de garantir o êxito de produtos, como o airbag ou o programa de estabilização eletrônica (ESP).

5 //Hoje em dia, a técnica de microssistemas não pode mais abrir mão do “processo Bosch”, uma invenção sua. O senhor contava com isto?

Normalmente, os desenvolvimentos na indústria de semicondutores são tipos como ultrapassados após cinco anos e são geralmente substituídos, transcorrido tal prazo, por soluções melhor concebidas. Por isto, é para mim uma surpresa que, vinte anos depois, o processo Bosch ainda seja o padrão na área técnica dos microssistemas. Mas nossa tecnologia é de aplicação universal, da eletrônica automotiva até a técnica medicinal, bem como na navegação aérea e espacial. O potencial é enorme.

Perfil

Dr. Franz Lärmer trabalha, desde 1990, no centro de pesquisas e desenvolvimento do grupo Bosch. O físico é coinventor do chamado “processo Bosch”. O processo de corrosão plasmática para módulos micromecânicos revolucionou a técnica de microssistemas. Por este processo pioneiro, ele recebeu, junto com uma colega, o prêmio europeu de invenções de 2007.

A empresa Bosch em Stuttgart, fundada em 1886 por Robert Bosch, transformou-se de uma “oficina de mecânica de precisão e eletrotécnica” para uma empresa internacional de ponta, nas áreas de tecnologia e serviços. Com as técnicas automobilística e industrial, bem como de bens de con­sumo e construção civil, os 275 mil funcionários da empresa lograram em 2009 um faturamento de 38,2 bilhões de euros. Na pesquisa e desenvolvimento, a empresa investiu em 2009, em todo o mundo, 3,6 bilhões de euros e registrou 3800 patentes.

www.bosch.de

12.07.2010
Bookmarks
| |