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FUNDAÇÕES

Formadoras e incentivadoras

O setor de fundações cresce rapidamente na Alemanha. Em 2008, atingiu um número recorde. Ele é um importante componente da moderna sociedade civil

Oliver Sefrin

Elas concedem bolsas de estudos a escolares de famílias imigrantes, financiam a ampliação de museus de arte, incentivam projetos de pesquisa nas ciências, apoiam a proteção à natureza ou mantêm asilos de assistência social: as fundações assumem uma importância cada vez maior na sociedade e crescem atualmente a passos largos. Na Alemanha existem tantas fundações como nunca antes. No ano de 2008, o seu número atingiu um novo recorde – 16406 fundações regulares do direito civil estavam registradas na Federação Alemã das Fundações. Um aumento de seis por cento em relação ao ano anterior.

“O setor de fundações continua sendo um setor em expansão”, afirma Hans Fleisch, secretário-geral da Federação das Fundações Alemãs. Em 2008, sua entidade registrou o surgimento de um total de 1020 novas fundações, espalhadas por todos os 16 Estados federados. “A Alemanha está se transformando num país do mecenato”, afirma também Wilhelm Krull, presidente da Federação das Fundações Alemãs e secretário-geral da Fundação Volkswagen (veja entrevista). Para Krull, há uma tendência clara: “O bem-estar social, que se acumulou durante anos na sociedade, manifesta-se cada vez mais em fundações”. Também o sociólogo prof. Helmut K. Anheier, da Universidade de Heidelberg, vê um novo dinamismo na tradicional instituição das fundações. “As fundações tornam-se cada vez mais um instrumento moderno do engajamento cívico nesta época de Estado minimalista e da crescente privatização parcial de despesas que eram anteriormente públicas”. Isto é confirmado por diversos fatos: nos últimos nove anos, surgiram mais fundações que nas primeiras cinco décadas desde a criação da República Federal da Alemanha. Mais de 70% das fundações existentes hoje na Alemanha foram criadas depois da Queda do Muro em 1989.

A Alemanha avançou assim para o grupo de países com maior número de fundações na Europa, graças também à melhoria das condições políticas básicas para tais instituições. A lei de fortalecimento do engajamento civil, que data de 2007, levou à criação de mais fundações, além de fluir maior volume de capital para as fundações já existentes. A Federação das Fundações Alemãs calcula em cerca de 100 bilhões de euros o patrimônio total das fundações. Em 2008, elas gastaram cerca de 15 bilhões de euros, principalmente com os setores social, educacional, científico e cultural.

Tão variada como as metas é também a orientação temática das fundações. O setor recebeu novo impulso na Alemanha através das fundações comunitárias, em que qualquer pessoa pode tornar-se fundadora: com 32 novas entidades em 2008, o tipo de fundação que mais cresce. Com mais de 200 fundações comunitárias, a Alemanha está no topo mundial, ocupando o segundo lugar, depois dos EUA. “Queremos nos engajar, sem ideologia, política ou confissão religiosa, desejamos realizar ou preservar bons projetos na nossa cidade, para que ela continue sendo agradável e boa para se viver, hoje e no futuro”: é assim que a motivação é explicada por mais de 6500 criadores de fundações comunitárias na Alemanha. Isto descreve também a forma de pensar da nova geração. Ela não se vê mais apenas como doadora financeira, mas quer participar também das decisões e deixar marcas próprias na formação da sociedade.

18.05.2009
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