Microcápsulas de grande efeito
É quase natureza morta. Quem vê essa foto chega às profundezas do corpo humano. As cápsulas de polímero de apenas alguns micrômetros, fotografadas pelo microscópio eletrônico, são um inteligente sistema de microtransporte, desenvolvido pelos cientistas do Instituto Max Planck para a Pesquisa de Coloides e Interfaces, de Potsdam. Elas transportam medicamentos em forma de esferas minúsculas no organismo, liberando-os diretamente nas células doentes. Para que as cápsulas se abram no destino indicado – por exemplo, em células cancerosas – as suas superfícies recebem moléculas de reconhecimento, as quais se acoplam nas células doentes. Modificações da condição em volta da célula – por exemplo, a temperatura – podem vedar a superfície da cápsula ou amolecê-la de tal maneira que os medicamentos possam penetrar no organismo.
Instituto Max Planck para a Pesquisa de Coloides e Interfaces, Potsdam
Dinamismo de elétrons
No centro verde surge o grande fluxo e tudo parece fluir. Esta é impressão que os elétrons provocam nesta imagem. Eles partem de uma fonte em forma de pontos, movendo-se em todas as direções num gás de elétrons bidimensional. Este cenário foi simulado no computador pelos físicos do Instituto Max Planck de Dinâmica e Auto-Organização, de Göttingen. O lugar desse acontecimento fictício é uma camada de semicondutores especiais de apenas alguns milionésimos de milímetros de espessura. Depois de todas as partículas de carga negativa terem partido de um só ponto com a mesma velocidade, elas se dispersam em diversas direções. Pontos fracos de interferência levam a “deslizes” dos elétrons, provocando a bifurcação da corrente de partículas. Tais simulações proporcionam aos pesquisadores uma ideia dos movimentos de partículas em microcampos, que poderia servir para o desenvolvimento de módulos de semicondutores.
Instituto Max Planck de Dinâmica e Auto-Organização, Göttingen
Rede de captura de bactérias
Nenhuma chance para organismos patogênicos! As bactérias intrusas indesejáveis são capturadas pela rede amarela de neutrófilos, ficam presas lá, sendo assim exterminadas. Esse impressionante mecanismo de defesa do sistema imunológico humano foi demonstrado por cientistas do Instituto Max Planck de Biologia da Infecção, em Berlim, com essas imagens recoloridas do microscópio eletrônico de varredura. Isso foi uma descoberta interessante. A pesquisa já sabia que os neutrófilos, que pertencem aos glóbulos brancos, podem simplesmente devorar bactérias, pois as cercam e as matam por ingestão. Novo, todavia, foi o reconhecimento de que os neutrófilos lançam estruturas fibrosas, como uma rede, capturando as bactérias, podendo, assim, matá-las fora da célula.
Instituto Max Planck de Biologia da Infecção, Berlim
Mundo de matéria escura
Cores intensas e um brilho como o céu estrelado. Este modelo computacional mostra uma rede cósmica virtual de matéria escura que une galáxias isoladas e luzentes no universo. Para os cientistas, a matéria escura é uma matéria que não pode ser comprovada opticamente, mas que se julga existir. Através de simulações, os cientistas do Instituto Max Planck de Astrofísica, em Garching, tornaram a matéria escura visível. Desta maneira, eles pesquisam seus efeitos sobre os corpos celestes e a origem de estruturas cósmicas. No modelo, as diferenças de luminosidade simbolizam a espessura da matéria e as nuanças de cores simbolizam as diferentes velocidades das partículas de matéria, mostrando como o dinamismo e a gravitação das partículas da matéria escura produzem a grande multiplicidade e complexidade das estruturas cósmicas.
Instituto Max Planck de Astrofísica, Garching
Grãos pontiagudos estabilizam a cerâmica
Uma vida interior estável em transparência colorida. Materiais de cerâmica podem ser muito bem estabilizados através de grãos compridos pontiagudos. Pesquisadores do Instituto Max Planck de Pesquisa do Metal (hoje, Instituto Max Planck para Sistemas Inteligentes), de Stuttgart, mostraram, através de suas fotografias em transparência com luz polarizada, dois grãos quase do mesmo tamanho (branco e azul), nos quais a base de cada um circunda o outro grão.
Instituto Max Planck para Sistemas Inteligentes, Stuttgart
Cordões de pérolas nucleares
Esta foto, parecendo uma escada de pérolas, é um convite a entrar em micromundos. Ela foi tirada por cientistas do Instituto Fritz Haber da Sociedade Max Planck de Berlim, para tornar visível a estrutura da superfície de cristais de gelo, com a ajuda de métodos teóricos assistidos por computador. A disposição geométrica dos átomos na superfície de cristais de gelo tem uma importância decisiva no entendimento de suas propriedades físicas e químicas. Para suas pesquisas, os cientistas desenvolveram um software especial de visualização. Para a representação da camada superior do cristal de gelo do paládio, a superfície visual foi fortemente distorcida, por motivos estéticos, dando assim a impressão de serem superfícies curvas de cordões de pérolas que, no centro da imagem, se perdem no infinito.
Instituto Fritz Haber da Sociedade Max Planck, Berlim













