O mercado alemão de revistas é um mercado de superlativos. Apenas o número dos títulos populares e de interesses especiais atinge a casa dos mil. Quer sejam donos de cachorro ou turistas, interessados em política, numismáticos ou adolescentes, quase todo perfil de interesse encontra seu magazine preferido, de acordo com seu gosto. Além destes ainda há os grandes magazines semanais, como “Der Spiegel” e “Stern”, que abordam temas em milhares de tiragens, orientando a discussão pública na sociedade alemã. A intensidade de participação da mídia escrita no dia-a-dia da Alemanha é comprovada pelo seu alcance de 93,5%.
O cenário dos magazines é caracterizado por alguns grandes players e um grande número de pequenas editoras. Saber quem realmente é o maior depende dos valores que se levam em consideração. Baseando-se no faturamento de 2,77 bilhões de euros, a editora Gruner+Jahr, de Hamburgo, parte do grupo Bertelsmann, classifica a si própria como “maior editora de revistas da Europa”. Mas, segundo as análises de alcance, a editora Burda-Verlag (1,79 bilhões de euros de faturamento), está em primeiro lugar entre as editoras alemãs, com 51% dos jovens alemães acima de 14 anos. Na tabela de alcance, a Gruner+Jahr está apenas em quarto lugar, com 33,4%, atrás da Springer (48%, 2,72 bilhões de euros de faturamento) e Bauer (47,7%, 2,23 bilhões de euros de faturamento).
Podem-se explicar essas diferenças pelo fato de que há, por exemplo, editoras como Bauer e Burda que ganham seu dinheiro geralmente com a venda de magazines semanais de preços baixos, como revistas de programação – “TV Spielfilm” (Burda), “TV Movie” (Bauer) – e revistas femininas e para jovens (“Bunte”, “Bravo”). No mesmo segmento, Gruner+Jahr é conhecida por seus títulos caros, como “Brigitte”, “Neon” e “Geo”. A Axel Springer AG tem mais volume de vendas com seus jornais, mas continua possuindo alguns títulos tradicionais no mercado, como a revista de programação televisiva “Hörzu”, estando bem posicionada no segmento das revistas de música (“Rolling Stone”, “Musikexpress”). Todas estas quatro editoras também vem tendo grandes lucros percentuais com suas arrecadações no estrangeiro, onde igualmente se estabeleceram outras editoras de interesse especial, como a Motor Presse de Stuttgart. Este conglomerado publica no mundo todo mais de 150 revistas nos setores motor, estilo de vida, esporte e lazer.
O mercado está em movimento e, como todos os outros ramos, também vem sendo afetado pela crise financeira. O volume total de vendas publicitárias das revistas populares alemãs sofreu uma baixa de 15,6% no primeiro semestre de 2009, caindo para 1,7 bilhão de euros. As tiragens também tiveram uma baixa de 1,8% em comparação ao ano anterior. Em muitas editoras, as estratégias para combater a queda das tiragens são bem parecidas. Elas tentam atrair tanto a atenção dos leitores como da clientela publicitária através de idéias novas e incomuns. E com sucesso. É o que comprova, entre outros, o êxito do magazine alternativo de estilo de vida “Landlust”, de uma editora independente e pequena em Münster, que conseguiu aumentar sua tiragem de quase 200 mil exemplares em 2007 para quase 550 mil. Gruner+Jahr é no momento a mais ativa editora, tentando descobrir lacunas incomuns no mercado, como, por exemplo, com “Beef!”, um magazine culinário masculino. A criatividade continua sendo a marca registrada das editoras alemãs.













